Dicas "Cruas" Ingredientes Na cozinha Receitas cruas

A CONGELAÇÃO. Deve ou não deve? e como fazer?

Hoje falo um bocadinho sobre frutas, legumes, ervas frescas, e vegetais – aqueles ingredientes que utilizo na maioria das minhas refeições – crus, salteados, assados, grelhados! ao pequeno-almoço, lanche, almoço e jantar! É incrível a sua versatilidade..  neste post dou a conhecer alguns dos meus truques, como funciona a organização dos meus frescos e o tipo de receitas onde os utilizo e como.

O que mais me motiva na cozinha é conseguir trabalhar e potenciar os ingredientes preservando todo o seu valor nutricional – inteiros, acabados de colher, e frescos. E para isso, é fundamental que a organização aconteça logo à chegada.. adorava ter uma horta só minha, ser auto-suficiente e poder colhe-los no momento do consumo, mas ainda não acontece. Um dia quem sabe 🙂 é um sonho! a verdade é que a forma como penso as receitas é influenciada pela forma como tenho a minha cozinha organizada, e esta organização inicial é uma parte que não descuido nunca! – a custo de não conseguir ver o que tenho no frigorifico e acabar por deixar estragar ingredientes que adoro! E por vezes tanto me custa comprar.

Como comprar?

Optar por alimentos frescos e de qualidade, gerados pela natureza (sem aditivos artificiais ou organismos geneticamente modificados). Dar atenção ao ritmo das estações e dos solos. Optar por confecciona-los em nossas casas, potencia-los da melhor forma e conserva-los adequadamente!

E qual deve ser a nossa maior preocupação quando consumimos frescos?

O foco principal é a conservação da frescura dos ingredientes – quando compramos frescos devemos preocupar-nos em garantir a máxima frescura de todos os ingredientes – desde o processo da compra, de transporte (não quebrar a cadeia de fio), de conservação, até ao momento do consumo (tornando o ingrediente mais bio-disponível). Temos que conseguir preservar e potenciar o valor nutricional de cada ingrediente –  e para o garantirmos numa vida agitada de dia a dia, nada como organizarmos as compras no momento da chegada – seja porque viemos do super mercado, do mercado, ou porque simplesmente o cabaz de frescos nos bateu à nossa porta.

E como fazemos quando chegamos como os frescos? 

Colocamos tudo em cima da mesa e avaliamos o que vamos e não vamos precisar. O que pode ser congelado e o que deve ser mantido fresco. O que precisa de perder volume para “ganhar” espaço de frio e o que vai por isso ser triturado e depois congelado! ou o que precisa de ser apenas descasado, cortado e congelado para utilizações diárias. E o que pode e deve ficar no frio.. 

A organização tem que ser funcional e adaptada ao dia a dia e dinâmica de cada casa.

Como decidir o que deve ser congelado?

. O que vamos consumir nos dias seguintes e queremos manter fresco – como as frutas para comer á dentada ou os vegetais para utilizar em saladas, devem ser organizados em prateleiras no frigorifico. Costumo inclusive separar em caixas/gavetas para saber bem o que tenho. Ficando o novo mais para trás – FIFO (first in first out).

. As frutas que são de estação e que queremos conservar por mais tempo deve ser congelada . São exemplo os morangos, framboesas, mirtilos, .. 

. As frutas que estão a ficar maduras demais, ou os vegetais e ervas frescas que estão a “amarelar” e que sabemos não vão ser consumidos tão cedo. Neste caso devemos descascar (apenas aqueles que não se pode comer com casca) ou simplesmente lavar muito bem, cortar em pedaços pequenos e congelar. Se soubermos gerir o nosso consumo nao chegamos a esta fase.. e já congelámos mais cedo, evitando a perda de nutriente.

. Os ingredientes volumosos que nos ocupam muito espaço de frio (como ex. os espinafres, os agriões) e que queremos ir utilizando CRUS ao longo das semanas em doses pequenas, podem e devem ser triturados e congelados. São ideias para adicionar em pequenas doses nos sumos de fruta, batidos, bowls, arrozadas … ou outras receitas.

. O ingredientes que vamos utilizando ao longo da semana em pequenas quantidades e que vão ficando abertos no frigorifico e que por isso vão perdendo propriedades nutricionais ( como ex. Beterraba, o nabo, cenoura, ..) podem e devem ser triturados e congelados. 

Atencão: os talos podem e devem ser utilizados, e neste caso, também congelados. Normalmente repletos de nutriente e sabor! Sabia que o talo dos coêntros é onde está grande parte do sabor desta erva fresca?

E como congelo?

Pode optar por descascar as frutas e legumes que necessitam de ser descascados, cortar em pedaços e congelar. E optar assim por:

. Colocá-los em vácuo, num saco bem fechado ou numa caixa. 

. Triturar ou emulsionar com a ajuda da varinha mágica e congelar em cuvetes – neste caso, quando estiverem bem congeladas, retire das cuvetes e guarde em sacos fechados, de forma a poder repetir o processo com outras frutas ou legumes. Desta forma passa a ter diferentes sacos com frescos congelados.

Atenção: nada por ficar ao ar. Tem que ficar muito bem fechado ou tapado, e de preferência em vácuo.

Porquê demolhar vegetais.

Ao demolhar os vegetais (nem todos precisam) estamos a ajudar no processo de digestão do alimento. Estes alimentos têm na sua casca uma enzima inibidora que as protege na sua fase de crescimento — é tão interessante a forma como a natureza foi pensada e se defende. Ao passar pelo processo de lavagem e imersão, neutraliza as enzimas inibidoras, tornando a absorção mais fácil e mais completa, e as impurezas são também eliminadas! o que enaltece o sabor.

Aqui, e neste caso em especifico, temos que saber demolhar com o devido tempo.

Como os utilizo nas minhas receitas. 

As frutas e os legumes devem ser selecionados com base num equilíbrio de sabores e jogo de texturas. Por vezes utilizo não apenas por questão de sabor, ou textura, mas também para adoçar a receita. E neste caso a técnica utilizada pode variar.. podendo optar por assar ou cozer para soltar os açucares livres! Ou simplesmente optar por frutas/legumes mais maduros. É um equilíbrio fundamental e que não deve ser descuidado. E quando são congelados podem ser utilizados da mesma forma? Neste caso deverão ser utilizados em sumos, batidos, bowls, gelados, mousses, sopas, molhos para a Arne ou peixe, ou para dar vida a pratos de massa ou arroz. Entre muitas outras opções. Mas já não vai dar para comer a peça de fruta á dentada, ou utilizar os legumes crus como wrap ou em saladas cruas.

As ervas frescas são uma excelente forma de tempero, assim como as especiarias – curcuma, gengibre ou malagueta frescas! E podem ser congeladas ou secas. E quando são congelados podem ser utilizados da mesma forma? A modo de utilização não é limitado nesta caso.

1 comentário

Leave a Reply

%d bloggers like this: